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Papai e os peixes - Parte I

É, meus amigos, estou de volta à blogsfera. Depois de muito tempo sem dar notícias, volto ao meu diário, ou melhor, semanário, pois não creio que conseguirei, a princípio, escrever todos os dias. Mas vamos lá. Passei por tantas, tantas coisas nesse tempo que estive longe. Viajei, voltei, viajei de novo, voltei outra vez, fiquei em Sampa, Bahia, trabalhei fixo, temporário, não trabalhei nada, cansei. E agora, com muita alegria, volto à minha vida de autônoma, que é a única forma de me sentir plena, 100% feliz. Decididamente, meu negócio é arte. E arte mesmo, eu só faço em casa, no meu escritório, com meu cachorro aos meus pés e a caneca de café à minha frente. Trabalhar na minha casa é a forma de tirar o meu melhor e, assim, viver feliz (e com as contas pagas). Estou trabalhando em projetos de teatro e cinema, a todo vapor, e o tempo está curto. Tá certo que trabalho de pantufas e descabelada, mas nunca durmo antes da 1, grudada no computador . Em agosto estréia uma peça linda, infantil (minha paixão), e muita gente, adulto também, vai curtir. Lembram do Júlio, da Zazá, Lilica e toda a turminha do Cocoricó? Pois é, agora eles vão ao teatro! Produção cuidadosa e especial. Todos vão gostar!
Outro projeto bacana é um musical, que ainda não posso dizer qual é, mas que promete abalar as estruturas de Sampa! Uma diva retorna ao palco, em grande estilo. Aguardem! Terminei, nesse tempo ausente da web, a arte de cena de três longas. Um é o Linha de Passe (Videofilmes), que já chegou a Cannes arrasando. Criei os rótulos e todas as peças de mentirinha do filme, e fiquei muito feliz com a repercussão. Titio Walter Salles é mesmo um gênio. Rs. O segundo e terceiro foram o Falsa Loura, do Carlos Reichenbach, muito bacana, e O Contador de Estórias, do Luis Villaça, ainda em produção. Fiz também toda a arte de uma peça muito bacana - Desencontros Clandestinos, do Neil Simon, direção do Cécil Thiré. Vale a pena conferir - Teatro da União Cultural, Sampa. Ufa! Ah! Trabalhei numa empresa de Games! Isso... Eu, Vicka, gerente de marketing de uma empresa de games. Eu tentei. Juro. Mas Marketing é uó! Rs. Quê mais? Hum. Vamos aos fatos não tão legais. Nas festas de final de ano, Natal, ano novo e Carnaval (rs), fui para Salvador. Fiquei quase três meses lá, curtindo grande parte do tempo. Mas em janeiro tive uma das piores surpresas da minha vida. Meu pai foi atropelado (!!!), e passei duas semanas com ele no hospital. Puta que pariu, Susto do Cara...! A gente nunca, NUNCA imagina que algo assim possa acontecer. O interessante é que meu velho, setentão, não quebrou nem um ossinho. Eita espanhol forte da “puerra”. Rs. Ele lá, f...ido, e dando em cima de todas as enfermeiras. Diz ele que fez isso por causa dos medicamentos, que deixaram ele fora do ar. Humrum. Momento cômico do meu pai no quarto, 3 da manhã: - Sai. Xô. Pfu. Pfu (assoprando). - O que foi, pai? - O peixe. - Peixe? Que peixe? - Aquele, em cima. Vicka começa a olhar pro teto, procurando Nemo (dã). - Não me peixe nenhum, pai. Vá dormir. Maldito dormonid ®. Deram pra ele sossegar, mas o troço o deixou insano. Na sequência, ele levantou mais umas 15 vezes, pra pegar o peixe. Agora está tudo bem, mas não desejo isso a ninguém. Nem aos filhos da puta que atropelaram ele. Mas essa é outra longa estória, que contarei depois. Então é isso, gente. Abraços e até a próxima! Vicka
Escrito por Vicka às 13h43
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